Biografia

perfil

Nascido em 1991, em Salvador-Ba.

Estimulado desde criança com o universo criativo da familia, seu pai, o artista plástico, fotógrafo, Mario Cravo Neto e sua mãe a artista plástica, Angela Cunha, pinta, cria objetos e manuseia o barro.

Em 2008, com dezesseis anos, começa a interessar-se por fotografia.

Com a primeira máquina fotográfica, inicialmente utilizando-se da função macro, faz fotografias da natureza e abstratas, entusiasmado e contando com o apoio do pai que sempre o motivava.
Em 2009, após o sofrimento e o difícil período da perda prematura do pai, surge a busca de um objetivo, uma razão maior que dê continuidade a própria vida – a fotografia. Intuitivamente foca o olhar na interação do homem com a natureza. Encontra nas ruas da Bahia e no seu povo a motivação para seu trabalho.
Em 2010, diversifica o interesse e passa a estudar e trabalhar com escultura em argila, no atelier da ceramista Dalva Bonfim.
Em 2011, frequenta o Espaço Cravo com o intuito de enriquecer seu conhecimento técnico, tendo como mestre seu avô o escultor Mario Cravo Junior.
Em 2012, volta-se para o trabalho em fotografia de arte e resolve interagir nos locais mais populares e ativos da cidade, a feira de São Joaquim e a festa de largo da cidade do Salvador. O interesse crescente leva-o a fotografar a festa de Santo Amaro da Purificação, mais conhecida como Bembé.
Em 2013 passa a morar em São Paulo, onde vive e trabalha durante 6 meses com os fotógrafos Jr Duran e Araquém Alcântara.

-2014 – 2015 Fez viagens onde conheceu e fotografou a Romaria de Bom Jesus da Lapa, e a Romaria do Padre Cicero junto ao fotografo Walter Firmo em Workshop em Juazeiro do Norte.

 

2016 Fotografou em Salvador sua terra natal, Bom Jesus da lapa e fez exposição em Galeria em SP

 

Críticas

Eternamente Bahia


A Bahia ou, simplesmente, a cidade de Salvador da baía de Todos os Santos, no Recôncavo baiano, foi por anos a capital da Colônia e principal porto da metrópole portuguesa de Além-Mar, e por seus arruados criados ao estilo do Bairro Alto de Lisboa aconteceram fatos históricos importantes para a consolidação do Brasil.
Índios, portugueses e africanos deram forma a uma cidade multicultural por excelência, de religiões entrecruzadas. Criaram uma sociedade sincrética onde igrejas, conventos e capelas tinham suas irmandades muitas: brancas, mulatas e negras; santos pretos, santas negras. Templos das religiões de origem africana escondidos da perseguição da época. Os nagôs, os bantos batendo para seus deuses das tempestades, dos raios, dos ventos, das florestas, dos rios e do mar.
Sangue, muito sangue derramado no cativeiro, nos troncos e no eito dos engenhos de açúcar.
Muitas rebeliões: a Sabinada, a revolta dos Malês, dos Alfaiates, todos os sonhos de liberdade e de Independência, 2 de julho de 1823.
Poetas, romancistas, sermões do Antônio Viera, pintores, escultores, entalhadores, douradores, prateiros, ourives, mestres do barroco das douradas igrejas, sacristias de espelhos e de cristais.
Bahia, um turbilhão de emoções.
Passado e presente em contínua ação do tempo, revelando o futuro da vida e da arte.
Disso tudo vem surgindo Akira Cravo, filho de fotógrafo, neto de escultor, de família de artistas. “A Natureza Humana” se chama a sua primeira exposição, um mergulho na velha fonte da velha terra da Bahia, inevitável inspiração, e um longo caminho a ser percorrido por esse jovem fotógrafo, onde já aparece a inevitável marca de seu olhar. Olhar para as coisas do mundo em sua volta com talento e inspiração.
Suas fotos nascem da procura de grandes planos, na procura da profundidade de espaço, da luminosidade da terra, mas, sobretudo, o que nela habita e faz o grande teatro da natureza humana.


Emanoel Araujo
Diretor e curador do Museu Afro Brasil


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Ao completar seu décimo-sétimo aniversário, Akira pediu ao pai uns óculos esporte como presente, mas acabou ganhando uma máquina fotográfica. Em princípio, não ficou satisfeito com a troca. Mas, aceitou e começou a fazer suas primeiras fotografias. Eram coisas da natureza vistas de perto, plantas que ficavam ao redor de sua casa.


De forma tímida e introspectiva, passou a observar a paisagem humana, o movimento das pessoas, os gestos, a cor, as condições de vida no contexto da cidade, enfim, buscou uma ampliação dos horizontes do olhar, passando a encarar o ato de registrar imagens como uma possibilidade de expressão importante para sua vida.


A Bahia é extremamente rica em cores, em festas, em imagens de gente sedutora e em situações inusitadas. Akira, rapidamente, percebeu isso e extrapolou o registro documental. Utilizou a cor e o movimento como registros expressivos, passando a dialogar de forma inteligente com as artes plásticas.


Para descobrir possibilidades, buscou imagens e situações em feiras, em festas populares, além daquelas que aparecem aos milhares no dia a dia da cidade, aguçou a sua sensibilidade visual e reconheceu que o presente recebido em lugar dos óculos foi muito mais significativo.


Akira nasceu numa época em que a fotografia já era utilizada para ressaltar aspectos do real ou mesmo para criar novas realidades. As manipulações digitais e os grandes formatos seduziam a quase todos, mas ele não se limitou apenas a manipular a câmera digital, aprendeu a utilizar o filme, sabe da sua qualidade e importância no processo fotográfico. Afirma que utiliza o photoshop apenas para as “manipulações básicas”.


Na realidade, os meios para se conseguir resultados de qualidade não é o mais relevante. Nos dias de hoje, quando a fotografia é um importante suporte para a criação artística, o mérito maior está na expressividade das resoluções obtidas.


As fotografias feitas por Akira Cravo transmitem um olhar apurado, poético, com resoluções expressivas e bem resolvidas, deixando evidente a qualidade do que produz e as amplas possibilidades do que, com certeza, virá a produzir.


Salvador, 20 de Agosto de 2012.
Justino Marinho





Tempo só

Apenas o tempo dirá sobre a passagem entre mundos, entre eixos de vidas e seres, personagens e passantes que vão e vêm, conhecimentos deixados aqui ou ali, tempos sobre tempos

Vidas que nos simbolizam, perto ou longe, longe ou perto

Apenas o tempo que temos para aprender a compreender, com a vivência, a vida de hoje,

amanhã, antes e após

Além daquilo que imaginamos, a imaginação dialoga com o coração, e, assim, seguimos o ócio do oficio, a rotina diária, interpretando, de uma forma lúdica, e desvendando os mistérios da arte

O vetor da poesia, sobre a pintura ou a fotografia, independentemente da forma de expressão, da ferramenta utilizada pelo artista, é nada mais nada menos que a alma, a personalidade única do criador

O meu trabalho simplifica em transformar aquilo - que os olhos nem sempre enxergam - em pintura e poesia e vice versa

Seja na pintura seja na fotografia, ambas são irmãs, na chuva ou no sol, com água ou sem água, está tudo aí, ali ou aqui

A vida, junto com as coisas belas que nela existem, consegue transmitir um mundo de cores, de formas, talvez poético ou trágico, sensual ou vulgar; não importa a concepção que se tenha

A arte está viva e bela e, com isso, consigo, através da forma mais digna, expressar a minha personalidade e a minha visão

 

AKIRA CRAVO

 

A meu pai Mario Cravo Neto

 

A Bahia e seus sentidos

A Bahia, terra cheia de mistérios, mitos e sentidos, longes e pertos, mas sempre aqui. Nesta mostra  estamos dando um salto para ver essas imagens, e entrando no universo da mágia, que mostra uma Bahia antiga, um povo belo por sí próprio, pela poesia do olhar, eles tem a vaidade natural, a beleza está no entorno do cenário, e principalmente neles.

 

A poesia vem do pensamento, do sentimento. A mais pura expressão interna de um pensador seja ela na escrita, na  pintura ou na fotografia.  Colocar para fora aquilo, no ato mágico de apenas um click e criar um semblante, uma marca, como uma cicatriz que  jamais será apagada. O enquadramento diz tudo. O mais pulsante corte entre corpos, rostos,  semelhanças que formam  um quebra- cabeça na montagem do conceito temático da obra. Trago o torso, o corpo e o rosto. Junto e separado em imagens pulsantes, coloridas, cheias de vida, de força e de fé.

 

Akira Cravo

 

2015

 

 

 

Exposições

Exposições Coletivas:

2010 Vintage Decor SSA BA

2010 – Circuito das Artes. Salvador, BA.

2011 – Projeto de Artes Visuais no Teatro Solar Boa Vista. Salvador, BA.

2011 – Vintage Décor. Salvador, BA.

2014 - Exposição Casa Cor Ilhéus. Ilhéus, BA.

2014 - Galeria Lume São Paulo, SP.

Exposições Individuais:

2012 – Museu Afro Brasileiro de São Paulo. Exposição “A Natureza Humana”. São Paulo, SP.

2013 – Galeria Solar Ferrão. Exposição “A Natureza Humana”. Salvador, BA.

2014 - Exposição Tempo Só - Espaço Mauro Freire - Arte / São Paulo, SP.

2016 - Exposição A Bahia e Seus Sentidos - Galeria Lume - São Paulo, SP.

2017 Exposição Permanente no Fera Palace Hotel Salvador Ba

2017 Exposição ao ar livre pela cidade de Salvador - BA em Outdoors.

Coleções permanentes / Museus:

2012 - Museu Afro Brasil SP

2016 MUSEU AFRO BRASIL SALVADOR

2017 Fera Palace Hotel Salvador Ba

Prêmios

2013 – Vencedor do concurso Cores e Movimento -http://photos.uol.com.br/materias/ver/73297
2014 – Menção honrosa / Iemanjá - Galeria Alma -Fine Art. Salvador, BA .

Realizações

SP ARTE /FOTO2013

SP ARTE /FOTO2014

SP ARTE/FOTO2015

ART LIMA PERU 2015

FERIAODEON BOGOTÁ 2015

Contato

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